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Mantendo a Autoestima durante o
Tratamento Oncológico

Como lidar com as mudanças na aparência e manter a positividade durante o tratamento oncológico?

O Brasil é conhecido mundialmente por sua cultura de beleza e padrão estético. Quando uma pessoa recebe um diagnóstico positivo de câncer, uma nova fase inicia em sua vida, e inevitavelmente as questões relacionadas ao padrão estético vêm a tona, tornando-se ainda mais delicadas.  Além da apreensão de como será o tratamento, muitos pacientes começam a ter pensamentos negativos sobre a sua imagem e a autoestima é abalada. 

Diferente de outras doenças crônicas, os pacientes com câncer podem sofrer com dores, mutilações, deformidades e principalmente com os efeitos colaterais decorrentes dos tratamentos (quimioterapia e radioterapia). Os mais comuns são a queda de cabelo, ressecamento da pele, aparecimento de manchas pelo corpo, enfraquecimento das unhas, inchaço, emagrecimento, dentre outros. É um direito de todo paciente ser informado pelos profissionais de saúde, sobre todos os possíveis efeitos colaterais que poderá enfrentar.

A preocupação com a estética – que pode parecer fútil para muitos – é apontada por psicólogos e médicos como uma primordialidade durante o tratamento. Com ações relativamente simples, muitos dos impactos das medicações e terapias utilizadas podem ser amenizados, reforçando a autoestima e trazendo claros benefícios à recuperação dos pacientes.

O primeiro e mais importante passo para lidar com as mudanças físicas que podem ocorrer, é permanecer ao lado das pessoas queridas, seja família ou amigos. Mais do que o suporte e companhia durante o processo, ter pessoas queridas por perto diminui a sensação de solidão, elevando a autoestima, fazendo com que você se sinta importante.

Outra ferramenta essencial, são os grupos de apoio em câncer. Nestes grupos os pacientes e familiares podem contar com apoio psicológico, esclarecer as dúvidas e obter uma rede de ajuda, para se fortalecer e passar pelo período de tratamento da melhor forma possível. Alguns exemplos dessas redes de apoio são: Amor à vida, do instituto A.C. Camargo Center, Abrale, GAPC (Grupo de Apoio à Pessoa com Câncer) e Instituto Vencer o Câncer.

Para os pacientes que sofrem com a queda de cabelos, hoje já existem muitas alternativas que podem impedir ou amenizar este problema durante a quimioterapia. Algumas pessoas podem optar pelo uso de lenços, com diferentes formas de amarração, e também contar com as perucas de fios sintéticos ou naturais.  Uma grande novidade é a Scalp Cooling. Uma espécie de touca, que promove uma vasoconstrição na região, dificultando que a droga utilizada na quimioterapia penetre e danifique o folículo capilar.  Este método foi utilizado durante o tratamento da apresentadora de TV Sabrina Parlatore (41 anos), diagnosticada com câncer de mama em maio de 2015.

“Essa alternativa me deixou mais forte psicologicamente. Consegui encarar todo o processo e manter a minha autoestima alta”, afirmou em entrevista para Revista Vogue Brasil, no final de 2016.

Para os sintomas de pele é muito importante contar com um suporte dermatológico. Usualmente os especialistas indicam o uso de hidratantes que não interfiram no sistema imunológico da pele para amenizar o ressecamento. Para as manchas é indicada a aplicação durante todo o tratamento de filtro solar adequado, já que a quimioterapia potencializa a ação do sol na pele. Com relação às queimaduras ocasionadas pela radioterapia, são indicados banhos rápidos e sem o uso de chuveiro (deve-se usar banheira ou balde). O dermatologista também pode recomendar uma loção que acelere o crescimento do cabelo e óleo para fortalecimento das unhas. Um ponto importante é que pessoas em tratamento de câncer, ao fazer as unhas, não devem retirar a cutícula e somente hena deve ser usada para pigmentação de sobrancelhas e cabelos.

Fontes: INCA (Instituto Nacional de Câncer); Instituto Oncoguia

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