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Medicamento Inibidor de PARP é aprovado para o tratamento de cânceres de mama com mutação nos genes BRCA

De acordo com informações do NCI, Instituto Nacional de Câncer (EUA), a FDA, Administração de Alimentos e Medicamentos (EUA), concedeu aprovação regular para o um medicamento inibidor de PARP em pacientes com câncer de mama metastático, com mutações herdadas nos genes BRCA1 ou BRCA2, que já receberam quimioterapia anteriormente.

O câncer de mama hereditário acontece quando o paciente tem uma alteração em um gene, (uma parte do DNA) que faz com que esse gene perca ou potencialize sua função. Essa alteração se chama mutação e quando ela acontece em genes associados a síndrome de câncer de mama e ovário, ela aumenta o risco de desenvolver a doença ao longo da vida em 80%.

Segundo, Elise Kohn, MD, chefe de terapia de câncer ginecológico na Divisão de Tratamento e Diagnóstico do Câncer do NCI, os genes BRCA1 e BRCA2 produzem proteínas supressoras de tumor que ajudam a reparar o DNA danificado nas células. “Nós sempre precisamos de novos e melhores tratamentos mais ativos para as mulheres que atendemos. A aprovação deste medicamento nos permite avançar em uma nova direção para tratar câncer de mama associado a mutações BRCA”, afirmou.

Anteriormente já aprovado para o tratamento de alguns pacientes com câncer de ovário, trompas de Falópio ou câncer peritoneal primário, a droga pertence a uma classe de agentes conhecidos como inibidores de PARP.

Esses agentes bloqueiam as ações das proteínas PARP, que, como as proteínas BRCA, ajudam a reparar o dano do DNA nas células. O bloqueio de proteínas PARP em células de câncer de mama que já apresentam defeito no reparo do DNA – por causa de mutações BRCA – pode levar a maiores danos ao DNA e a morte celular do tumor.

Para a aprovação dos resultados, a FDA  contou com 302 pacientes com câncer de mama metastático HER2-negativo, um dos tipos mais agressivos da doença, e que atualmente conta com poucas opções de tratamento.

Durante os testes, os pacientes foram aleatoriamente designados para receber o inibidor de PARP ou uma quimioterapia padrão selecionada pelo médico. Todos estes pacientes já haviam feito quimioterapia padrão anteriormente.

Os resultados apresentaram uma média de sobrevida livre de progressão de sete meses para pacientes no grupo que recebeu o inibidor de PARP, em comparação com 4,2 meses para pacientes do grupo de terapia padrão. Já em relação aos efeitos colaterais, a taxa foi de 36,6% em pacientes que receberam o inibidor, contra 50,5% em pacientes que receberam terapia padrão.

Os autores do teste também descobriram que o tempo médio até que um paciente respondesse a terapia com o inibidor de PARP era semelhante ao da terapia padrão. “Este achado é uma consideração importante para pacientes sintomáticos ou em rápido progresso”, acrescentaram.

Ainda de acordo com os especialista do NCI,  um maior acompanhamento dos resultados obtidos com esta medicação é necessária para avaliar a sobrevivência global.  Ensaios clínicos adicionais da droga para o câncer de mama estão em andamento. Por exemplo, um estudo randomizado está testando o medicamento em pacientes com câncer de mama triplo negativo.

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