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Os tipos de Câncer mais comuns
entre os brasileiros

Saiba quais são os tipos mais comuns de câncer no Brasil:

Considerado um problema de saúde pública mundial, o câncer apresenta um crescimento alarmante, principalmente nos países em desenvolvimento. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados entre 2016-2017, o aparecimento de mais de 600 mil casos novos da doença, no Brasil.

Câncer é a denominação genérica para um conjunto de doenças cuja principal característica é a divisão descontrolada das células. O desenvolvimento do câncer pode ocorrer em algum tecido ou órgão do corpo, que começa a produzir células de forma desordenada. Estas células podem ainda adquirir a capacidade de invadir outros órgãos, gerando uma metástase.

As causas para o desenvolvimento do câncer podem ser as mais variadas e na maioria das vezes relacionadas a fatores ambientais como: os hábitos alimentares, hábitos sexuais, tabagismo, alcoolismo, medicamentos, radiação solar e etc.

Ainda de acordo com o INCA, os tipos de câncer que apresentaram maior índice de ocorrência em 2016 – tanto em homens e mulheres – foram os de Pele (Não Melanoma), Próstata, Mama, Pulmão, Cólon/Reto, Útero e Estômago, dentre outros. Conheça um pouco mais sobre cada um deles:

Pele (não melanoma): Este tipo de câncer é encontrado principalmente em pessoas com mais de 40 anos e corresponde a 30% de todos os tumores registrados no país. Pessoas de pele, cabelos e/ou olhos claros, com muitas pintas, que já tiveram câncer de pele ou possuem familiares com câncer de pele estão entre os grupos com maior risco para o desenvolvimento da doença. Entre os sintomas podemos citar o aparecimento de lesões na pele, o crescimento ou mudança nas características de pintas e feridas que não cicatrizam.

Câncer de próstata: O risco de desenvolver o câncer de próstata aumenta com a idade, sendo sua incidência maior em homens acima de 50 anos. Outro fator de risco é o histórico familiar, quando há o diagnóstico deste tipo de câncer no pai ou irmãos antes dos 60 anos. Este tipo de câncer apresenta sintomas comuns à outras enfermidades como dificuldade para urinar ou urinar mais vezes durante o dia ou a noite. É importante para o diagnóstico precoce a realização periódica dos exames de PSA e o toque retal.

Câncer de mama: Apesar de ser mais evidenciado entre as mulheres, os homens também podem desenvolver câncer de mama. Os fatores de risco para o desenvolvimento deste tipo de câncer incluem o histórico familiar da doença, a idade (mulheres acima de 50 anos), fatores hormonais (como menarca ou menopausa precoce, uso de contraceptivo oral e reposição hormonal) e fatores ambientais (como exposição à radiação). A identificação de um caroço na mama é o sintoma mais comum, mas as mulheres devem ficar atentas ao aparecimento de inchaços em parte do seio, irritação ou vermelhidão na pele ou mamilos, dor nos mamilos e saída de secreção. O diagnóstico precoce é de extrema importância, aumentando a taxa de sobrevida sem efeitos colaterais. Para a realização de um diagnóstico precoce é importante a realização do autoexame e da mamografia anual a partir dos 40 anos (sugerido pela Sociedade Brasileira de Mastologia).

Câncer de pulmão: O risco de desenvolver o câncer de pulmão está diretamente relacionado ao tabagismo (seja cigarro, charuto, cachimbo ou narguilé). Apesar do risco ser menor, os tabagistas passivos (pessoas que convivem com fumantes) apresentam também um risco elevado para o desenvolvimento desse tipo de câncer. Entre os sintomas mais comuns estão: a tosse persistente (com ou sem sangramento), a falta de ar, pneumonia de repetição, dor no tórax, perda de apetite e o emagrecimento. O diagnóstico inicial é realizado através de raio x, e identificado algum tipo de alteração no pulmão podem ser realizados outros exames como tomografia e biópsia.

Câncer colorretal: O câncer colorretal acomete o intestino grosso que é dividido em duas partes, o cólon e o reto. Os principais fatores de risco para a doença estão relacionados aos hábitos alimentares, mas também incluem histórico familiar de câncer de intestino, antecedentes pessoais de pólipos intestinais e outros tipos de câncer e de doença inflamatória intestinal. Os principais sintomas incluem a anemia sem causa evidente, perda de sangue nas fezes, alteração dos hábitos intestinais e dor ou inchaço abdominal. Os principais exames realizados principalmente nas pessoas de grupos de risco são a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia.

Câncer de colo do útero: Os principais fatores de risco estão associados ao comportamento sexual de risco (sem o uso de preservativos), através do qual a mulher pode ser infectada pelo Papilomavírus humano (HPV), a principal causa do desenvolvimento deste tipo de câncer. Além disso, outras infecções e a imunossupressão são considerados outros fatores de risco. Os sintomas incluem secreções e sangramentos vaginais incomuns e dor após a relação sexual. Exames preventivos simples e regulares, como o Papanicolau e a colposcopia, podem identificar a doença em seu estágio inicial, permitindo o tratamento adequado e aumentando as chances de cura.

Câncer de estômago: Além dos fatores de risco comuns com outros tipos de câncer, como hábitos alimentares e tabagismo, os fatores de risco para o câncer de estômago incluem infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori), gastrite, pólipos estomacais, cirurgias prévias no estômago e histórico familiar de câncer de estômago. Os sintomas se assemelham ao de doenças estomacais simples, como a gastrite, e incluem dor no estômago, sensação de estômago cheio, desconforto abdominal, náuseas e vômitos. O exame diagnóstico mais eficiente é a endoscopia digestiva alta. Outro exame que é utilizado para o diagnóstico do câncer de estômago é a radiografia contrastada do estômago. Os exames de ultrassonografia e tomografia são utilizados, respectivamente, para avaliar o comprometimento local (extensão da parede do estômago comprometida pelo câncer) e se a doença está disseminada para outros tecidos e órgãos.

A medicina apresenta todos os anos novas pesquisas na área e muitos avanços. O surgimento de novos medicamentos e exames, como os realizados pela Gencell Pharma promovem a detecção precoce e aumentam as chances de sucesso dos tratamentos.

Por: Dra. Daniela F. Ierardi

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